Avatar: The Last Airbender

Avatar: The Last Airbender

Avatar: The Last Airbender

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Fonte: Site oficial Avatar: The Last Airbender

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No DS, Avatar é um Action RPG com gráficos 3D nos cenários mesclados com 2D nos personagens e em batalha. Enquanto boa parte do jogo começa surpreendendo, as mesmas coisas começam a se repetir, de forma que se torna cansativo e o jogo não tenta se elevar em momento algum.

O jogo conta a história de Aang, o Avatar, o escolhido para controlar os quatros elementos, em um mundo onde os Benders, controlam somente um elemento, dependendo de onde eles são. O mundo é dividido em nações, e a Fire Nation resolve se sobrepôr às outras.

No decorrer do jogo, você encontra outros personagens como Katara, Sokka e Haru, todos característicos do desenho. Por falar em desenho, a história segue exatamente a do mesmo, menos algumas explicações, deixando os jogadores que não o assistem um tanto quanto perdidos.

A parte técnica até que não cochilou tanto no DS, fazendo alguns bons gráficos 3D, mesclando com personagens 2D, num bom estilo Xenogears. Os sprites tem uma boa animação e os efeitos dos golpes são muito bem feitos em batalha. O pior defeito sim foi um cochilo, as paredes não ficam transparentes quando você está atrás delas, causando muita confusão, e infelizmente as giradas de câmera não são muito suaves.

Enquanto os efeitos sonoros são bons e algumas cenas até são bem dubladas, a música é realmente um problema. Ela não é ruim, mas é inadequada em vários casos. Todo o jogo tem essa trilha sonora meio budista, zen, calma. Isso permanece mesmo em momentos tensos ou em batalhas dramáticas, e a música falha em dar clima.

A tela de toque é bem subaproveitada, só servindo para mudar de personagem, usar itens e mostrar um mapa, esse último até bem útil e faz falta na versão GBA. Todo o resto da ação se passa na tela de cima, inclusive as batalhas.

Quando um personagem encosta em você no mapa, o que não é difícil quando há muita gente te seguindo, você entra em batalha, e os personagens que você não estiver usando são controlados pela AI. Ela pode não ser brilhante e ocasionalmente se meterem em lutas perdidas, mas não são de todo mal, ajudando a matar alguns inimigos mais difíceis. Os chefes por sua vez são difíceis até demais, necessitando de alguma estratégia para realmente passar. Isso não será grande problema, pois você poderá tentar novamente quantas vezes quiser.

As batalhas não são muito fáceis, principalmente por serem em ação propriamente dita. Não importa só o seu nível, bobeie nas estratégias e você será morto sem dificuldade. Essa atmosfera cria uma grande demanda pelos itens de cura, e pra piorar, eles são caros demais, dificultando muito as batalhas. Com o passar dos níveis, os personagens aprendem novos golpes, e pode esperar andar naquela bola de vento como Aang.

Por algumas vezes reparei que o jogo falha em se decidir se é um RPG ou um adventure, oferecendo sim Dungeons com um bom design, mas muitas vezes ficando longe de batalhas por muito tempo, como se lutar por todo o jogo para aumentar seu nível não fosse parte de um RPG.

Então temos um Action RPG relativamente sólido, com um nível de qualidade aceitável, por volta de 16 horas de jogo e uma história fraca baseada em um desenho que já é um tanto genérico perante os padrões de hoje em dia. Apesar das primeiras horas até serem interessantes, Avatar - The Last Airbender cansa a longo prazo, e quando você terminar, não ganhará nada, nem terá algo a mais pra fazer, pois o jogo não tem extras. Dê uma chance se já for fã do desenho.
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